Ah, Roma!

Por Gabriela Westphal

Ah, Roma! A cidade do Vaticano… e do transito caótico! Visualize um italiano gesticulando pra falar, braços pra frente e pra trás, dedos todos juntos formando um redemoinho. Agora imagine esse italiano ao telefone ou fumando, e dirigindo ao mesmo tempo. É mais ou menos isso que me lembro de Roma.

De 200 fotos, temos mais de 50 que capturam estacionamentos inadequados, lambretas coladas com durex, smart cars virados um para cada lado da rua como se fossem motos.

É impressionante, e nada que tenha visto igual na Europa. Se você for alugar um carro por lá, muito cuidado! E se você estiver caminhando pela cidade, cuidado também, pois ninguém respeita as faixas de pedestre.

Fora isso, a cidade é belíssima e o povo tão feliz… aliás, Itália e Espanha, ah! como temos pra aprender com vocês. As pessoas conversando nas ruas, tomando uma taça de vinho na hora do almoço, fazendo siesta depois e trabalhando até altas horas da noite. Eu, ao menos, me encaixaria super bem.roma

A comida na Itália é como de se esperar: maravilhosa, autêntica, sem grandes apresentações, mas muito fresca. Sempre servida com um bom pão de fermentação natural e um vinho, colhido na vinícola de um colega. Essas edições nem chegam para exportação, são todas consumidas ali mesmo. Se tiver uma chance, agarre-a!

Muita gente visita Roma pra ir ao Vaticano, e religião à parte, é realmente um lugar muito belo. Pegamos pouca fila e a visita foi super tranquila. É de se encantar com tamanha grandeza e arte, daquele jeito que não se faz mais nos dias de hoje. Visite se tiver a chance, mas exceto se você é um católico fervoroso ou um amante da arte, não se deixe perder por muito tempo por dentre as paredes. Existe um mundo lá fora tão bonito quanto. E digo isso, porque geralmente se aloca uns 2 ou 3 dias pra Roma. E a cidade tem muito mais pra oferecer.

coliseu roma

O Coliseu é um daqueles lugares de cair o queixo. Tive 3 momentos desses na Europa (ao ver o Big Ben inesperadamente ao sair da estação de metrô pra visitar um amigo no hospital), ver a Torre Eiffel e suas luzes piscando à noite (sem saber que isso sempre acontece) e ao ver o Coliseu à noite e depois retornar pra adentrar a arena durante o dia. É realmente surreal. Não só pela grandiosidade e beleza do lugar, mas pelo que se passou dentro daquelas ruínas. Uma boa parte da história está representada em uma espécie de museu que circunda o prédio, mas nada como respirar aquele ar, fechar os olhos e imaginar o que aconteceu ali (aulas de história ou o rosto do Russel Crown podem aparecer).

Fora isso, abrace a tradição do gelatto, e faça chuva ou faça sol, experimente um. Repita várias e várias vezes. Nada na Itália é tão bom, mas tão bom, e tão diferente do que se encontra no resto do mundo como aquele gelatto. Talvez o molho de tomate também seja algo que não experimentamos em outro lugar. Parece algo tão simples, mas que lá é feito de maneira primorosa.

 

Temos algumas dicas de restaurantes e hospedagens que vamos compartilhar em outro post, mas mais uma vez, falamos em alto e bom som: caminhe! Em Roma, como em quase todas as cidades européias, a melhor maneira de se conhecer é caminhando por suas ruas, entrando nos becos, nas beiras do rio. Você pode não passar na frente de todos os pontos turísticos e nem bater foto com o Papa, mas temos certeza de que sua experiência vai ser única, sem hashtag e sem foto alguma que você possa achar no google novamente. Deixe o vento te levar!

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